26 de abril é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão,
o
objetivo da data é conscientizar a população sobre a prevenção,
o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. Na semana que
antecede ao dia, o Ministério da Saúde está autorizado a
desenvolver, em todo o território nacional, campanhas educativas de
diagnóstico preventivo de HA e doenças cardiovasculares em geral.
A pressão arterial deve ser medida em local tranqüilo com o
paciente deitado ou sentado, usando-se sempre um aparelho calibrado.
Hipertensão ou pressão alta é quando a medida for maior que 13 x
8,5 no adulto, nos idosos sejam homens ou mulheres. Pode ser causada
por problemas de diversos órgãos, quando é chamada de
hipertensão secundária, já que ocorre por causa de algum problema
de saúde, mas a maior parte dos casos não tem uma causa conhecida,
e é chamada de hipertensão essencial ou primária, sendo mais
freqüente em pessoas da mesma família, por isso erroneamente as
pessoas a consideram hereditária. O consumo elevado de sal é um
importante causador de hipertensão nos indivíduos chamados sal–sensíveis.
O hábito brasileiro de salgar bastante os alimentos tem sido um
empecilho no controle da hipertensão. Outro problema é o fato das
pessoas acharem que criança não tem essa doença o que é um
engano e que o idoso tem, por natureza, a pressão mais alta, até
convivendo bem com ela, é outro erro. Um bem-humorado vovô
ipiranguista, Sr José Lombardi, de 91 anos (parecem 70), é
cuidadoso e muito bem informado, tem tido paciência bíblica nas
idas e vindas ao médico para acertar as doses dos seus
medicamentos que controlam a sua pressão, ele sabe que mesmo na sua
idade a pressão deve ficar nos níveis normais, de treze por oito e
meio. A maior parte dos pacientes hipertensos não tem sintomas, as
queixas de dores de cabeça e tonturas são raras mesmo com a
pressão alta, mas ela descontrolada, pouco que seja, mas por muitos
anos, pode causar graves danos aos nossos órgãos vitais. Por isso
o apelido "assassina silenciosa". Diversos órgãos podem
ser afetados pela hipertensão: o coração, o rim e o cérebro,
causando doenças graves como o infarto do miocárdio, a
insuficiência renal e o acidente vascular cerebral (derrame). A
pressão arterial tem uma normal variação ao longo das 24 horas.
Na maioria das pessoas, durante as horas de repouso ocorre uma
diminuição normal da pressão, que vai aumentando gradativamente
ao amanhecer até atingir seus níveis máximos durante o dia.
Tratar regularmente a hipertensão pode reduzir em 40% as chances de
sofrer um derrame e em 20% um infarto do miocárdio. O grande
problema é convencer os pacientes à nunca abandonarem o tratamento
com remédios, mudar os hábitos de alimentação (evitar embutidos,
salgados etc) fazer exercícios físicos.
Algumas recomendações :
Exercícios físicos. Preferir os aeróbicos como: caminhadas,
natação, ciclismo no plano. Evitar musculação intensa sem ordem
médica (pode-se usar pequenos pesos em movimentos de oito a doze
repetições). O ideal é se exercitar quatro vezes por semana.
Nunca deixe de tomar os medicamentos habituais antes de iniciar
a atividade física.
No mundo, cerca de 1,2 bilhão de pessoas sofre de hipertensão.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que 20% da
população adulta com mais de 20 anos sofrem de hipertensão e
somente 15% seguem algum tratamento.
Acidentes cardiovasculares são a principal causa de morte no
Brasil e responsáveis por 34% dos óbitos no país. São cerca de
360 mil mortes por ano. No Brasil, a cada três mortes por acidentes
cardiovasculares, duas são por derrame cerebral e uma por infarto
do miocárdio. Nos últimos anos a principal causa de morte das
mulheres foi o derrame
85% dos pacientes que sofrem derrame e cerca de 40% a 60% dos
pacientes com infarto do miocárdio apresentam hipertensão
associada
As causas da hipertensão são desconhecidas. Somente em 5% das
casos é possível a identificação, como malformações e
obstruções das artérias renais, tumores de certas glândulas, uso
de determinados medicamentos como anabolizantes,
anti-inflamatórios, balas de alcaçuz .
A hipertensão incide em ambos os sexos e se manifesta geralmente a
partir dos 30 anos.